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18.02.2017 | Por: Psicologia Empreendedora

Como empreender com pouco ou nenhum dinheiro?

Se tem uma coisa que eu sei é que a maioria das pessoas que hoje empreende no Brasil, o faz por necessidade e não por oportunidade.

Isso significa que as pessoas criam seus negócios como segunda opção de renda. Muitas vezes não conseguiram um emprego formal por falta de capacidade, ou por não existirem vagas, e um monte de outros motivos e precisam empreender para sobreviver.

Vão literalmente vender qualquer coisa, de forma pouco profissional, totalmente de acordo com a intuição, com o objetivo de conseguir se manter. Vão vender roupa, maquiagem, comida e qualquer outra coisa que seja de consumo rápido, volumoso e que custe muito pouco, seja em investimento inicial, seja no tempo demorado para aprender a atividade.

Diante dessa realidade, o Brasil conhece muito pouco das práticas do empreendedorismo de oportunidade. Aquele que está em busca de possíveis soluções novas que serão muito rentáveis para quem conseguir ser bem sucedido. Comportamento que vemos muito nos grandes empresários, nos investidores, sempre de olho no negócio que dará mais lucro.

E por isso, criou-se um preconceito instalado de que você precisa de ter muito dinheiro para poder empreender, caso contrário, você não está pronto o suficiente para ter muito sucesso, assim como esses grandes empresários.

E aí que penso o seguinte. Porque não começar do começo, pequeno, com poucos recursos, mas com muita vontade de aprender e de fazer acontecer?

Para pensarmos mais a fundo nessa possibilidade, levantei 4 pontos que vão levar você, psicólogo, a entender que é possível sim empreender com pouca grana.

E mais do que isso, você vai perceber que isso, não só é viável, como o que você deveria começar já!

Comece trabalhando com alguma coisa que você já conhece

Isso significa minha gente que desde a graduação precisamos ter EXPERIÊNCIAS PROFISSIONAIS.

Para o estudante de psicologia, isso significa a urgência de já ir atrás de algum estágio, gratuito, remunerado, não importa, que vai fazer com que você possa conhecer mais a fundo alguma área de atuação nova. E se você gostar disso, já pode sair da graduação, não só formado em psicologia, mas com experiência iniciada e forte em algum campo de atuação.

Mas, se você já saiu da faculdade há tempos, isso significa, que é mais rápido, barato e fácil, iniciar um negócio em uma área que você já domine.

Se você ficou 10 anos trabalhando com psicologa escolar, talvez já tenha aprendido MUITO sobre isso, ao ponto de conseguir vender consultorias, treinamentos e cursos apenas com a experiência adquirida.

E mesmo que você queira dar uma guinada na carreira, mudar da organizacional para a clínica, legal,  comece usando habilidades já conhecidas para o universo da clínica, como realizar treinamentos curtos, aplicar testes, ou fazer avaliações de perfil profissional. Afinal, são habilidades que você já possui.

Perceba, se você ainda não está 100% pronto para atuar com alguma coisa, isso vai lhe exigir treinamento prévio, e isso custa um dinheiro e um tempo que talvez você não tenha ainda, ou simplesmente não deseje investir.

Evite gastos desnecessários

Esse tópico é essencial.

Se você mal tem dinheiro para se manter, ou não está com dinheiro sobrando, para quê gastar rios de grana montando um consultório, se nem clientes você tem? Talvez fosse o caso de locar a hora de atendimento por enquanto, de acordo com sua demanda. Quando tiver mais de 8 pacientes, já compensa investir numa sala sua.

Ou, qual o motivo de perder seu tempo numa pós graduação que não tem nada a ver com a sua atuação prática no momento? Veja, quando se tem um negócio em nascimento, toda a atenção precisa ser para ele, e isso inclui ter um foco na usabilidade de cada tempo e dinheiro investido.

Ter uma clareza do seu mercado de atuação, da experiência de outros colegas e do que você estuda sozinho, é essencial na tomada de decisões de custo mais rentáveis e interessantes.

PS: VAI POR MIM, NÃO FIQUE DEVENDO O BANCO POR FALTA DE PLANEJAMENTO PRÉVIO…. CUIDADO!

Adote o home office ou um espaço de coworking

Hoje em dia, muitos profissionais atualizados, já perceberam que existem custos que são desnecessários, observe:

  • Para quê ter uma sala inteira se você realmente for usar só 3 dias?
  • Ou, para que ter uma sala fora se você atende só online?
  • Ou, para que trabalhar sozinho, se hoje existem locais em que eu poderia conhecer também pessoas novas e realizar parcerias com elas, ao trabalhar junto.

Hoje em dia não temos porquê usar os velhos modelos de clínica, se já percebemos que a psicologia pode ser aplicada em diversos modelos de negócios, em várias áreas de atuação e com muitos formatos de entrega desse serviço para o cliente final.

A cultura do coworking – que está bombando no mundo dos autônomos e prestadores de serviço no geral – já é bem antiga na psicologia, ao menos quando se pensa em clínica.

Mas pense fora da caixinha, e observe que isso pode diminuir, ou zerar inclusive seu custo, basta usar o bom e velho “charme” e conseguir argumentar, que você não vai pagar a sala quando usar, mas vai fazer a faxina, ou vai ser responsável pela recepção algum dia, ou vai realizar algum outro serviço importante pra o local. Usar a cara de pau é essencial nessas horas.

Hoje em dia, todo mundo já está careca de saber que a internet mudou para sempre os rumos do comportamento de consumo e de comunicação das pessoas.

Se você não existe na rede, você NÂO EXISTE.

Entenda como isso é forte e como precisamos cuidar para que nossa inclusão profissional na internet seja feita com ética e de forma interessante para as pessoas que vamos alcançar.

Aprendemos que enquanto psicólogos, independentemente de nossa área de atuação, urgentemente precisamos educar nossa audiência para a importância do que fazemos, o chamado “marketing de conteúdo” serve para isso.

Ao sairmos do nosso isolamento profissional e botarmos a boca no trombone, automoticamente, a forma com que o público nos enxerga vai mudar.

MAS, pode mudar para algo MELHOR ou PIOR….

Meu conselho é que VOCÊ SE CONHEÇA, tenha clareza da sua ideia frente ao segmento que você contribuirá com serviços ou, eventualmente, produtos, além de que, como ficou claro no texto, antes de encarar custos altos para manter uma clínica ou outra estrutura, garanta a demanda.

Entenda a importância do seu suor, mas tenha claro em sua mente onde quer chegar!

Psicologia Empreendedora

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